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Trauma intergeracional na PSL

Na PsicoSistemoLogia, herança não é sentença. É um padrão relacional que ainda pede leitura, lugar e nome.

Trauma intergeracional, também chamado de trauma transgeracional, descreve marcas que atravessam famílias, vínculos e sistemas. A PSL lê esse fenômeno como gesto suspenso no campo: algo que não encontrou expressão suficiente em uma geração e continua organizando respostas em outra.

Essa leitura não transforma a pessoa em portadora de um rótulo. Ela pergunta qual gesto ficou sem lugar e como esse gesto aparece hoje em decisões, sintomas, vínculos e repetições.

Lealdades invisíveis

A pessoa repete posições, silêncios ou perdas como se precisasse pertencer a uma história que veio antes dela.

Corpo em alerta

O sistema reage antes de compreender: medo, defesa, contração ou culpa surgem sem causa proporcional no presente.

Relações repetidas

Escolhas afetivas, familiares ou profissionais assumem formas antigas, mesmo quando a pessoa tenta fazer diferente.

Nomeação

O trabalho começa quando a repetição deixa de ser destino e passa a ser lida como campo relacional em busca de reorganização.

O que atravessa gerações não precisa virar identidade. Pode virar linguagem para restaurar o vínculo com a própria história.